Insatisfeito, Caravina abre conversas com o União Brasil
Pedro Caravina (PSDB) pode estar trocando a sigla pelo União Brasil. O cenário de desolação política tomou conta do PSDB em Mato Grosso do Sul. A célebre frase "o último que sair apague a luz" parece resumir o momento vivido pela legenda, que assiste a uma debandada em massa de seus quadros a poucos dias do fim da janela partidária, encerrada em 4 de abril.
Dos seis deputados estaduais eleitos pelo partido, a estimativa é que apenas uma permaneça na sigla. O mais novo nome a ensaiar a saída é o deputado Pedro Caravina. De acordo com apuração da reportagem, ele recebeu um convite da vice-governadora Rose Modesto para se filiar ao União Brasil e reforçar o palanque da sigla no Estado.
A insatisfação de Caravina vem de uma disputa interna recente. Após a saída dos líderes Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja, o deputado pleiteou o comando do diretório estadual e chegou a ser o nome preferido da militância. No entanto, foi vetado por deputados federais que interferiram na escolha.
O deputado federal Geraldo Resende exigiu a presidência para si. Para apaziguar os ânimos, o partido ofereceu o posto a Beto Pereira — mesmo com a maioria ciente de que ele também deixaria a legenda na janela. Caravina, então, ficaria com a vice-presidência, mas Geraldo Resende bateu o pé: o cargo deveria ser ocupado por um deputado federal. Sem espaço e insatisfeito, Caravina recusou qualquer cargo na nova composição.
O êxodo tucano
Se a saída de Caravina se confirmar, o PSDB estadual perderá cinco dos seus seis deputados. Paulo Corrêa, Mara Caseiro e Zé Teixeira já têm como destino o PL. Já Jamilson Name, que chegou a anunciar filiação ao PL, agora negocia ingressar no Progressistas (PP).
Até o momento, a única deputada que não manifestou interesse em deixar o partido é Lia Nogueira, que deve permanecer como a "luz acesa" do PSDB na Assembleia Legislativa — se é que a metáfora tucana ainda resistirá ao apagar das luzes.



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