Avante aposta em nomes fora da política e lança Augusto Cury e Oswaldo Meza para 2026
O cenário político brasileiro para 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais fora do padrão tradicional. O partido Avante, conhecido por buscar nomes alternativos à política convencional, aposta agora em figuras vindas do campo intelectual e da comunicação: o psiquiatra e escritor Augusto Cury e o advogado, palestrante e comunicador Oswaldo Meza.
Um presidenciável fora da política tradicional
Reconhecido mundialmente como um dos autores mais vendidos do Brasil, Augusto Cury surpreendeu ao anunciar sua intenção de disputar a Presidência da República em 2026. A decisão, segundo o próprio escritor, nasce de uma inquietação com o cenário atual do país.
Cury tem defendido a necessidade de um novo modelo de liderança, voltado para a inteligência emocional, educação e redução da polarização. Sua entrada no debate político representa um movimento incomum: um intelectual com grande alcance popular migrando diretamente para a arena eleitoral.
De palestrante a protagonista político em MS
No cenário estadual, o nome de Oswaldo Meza surge como uma aposta estratégica do Avante para deputado estadual em Mato Grosso do Sul.
Advogado, escritor e palestrante, Meza construiu sua trajetória unindo atuação jurídica, produção de conteúdo e forte presença nas redes sociais. Sua atuação pública inclui debates sobre temas jurídicos, políticos e sociais, além da condução do podcast “Na Mesa com o Meza”, que se consolidou como um dos mais relevantes do estado.
A entrada na política representa a ampliação de uma atuação já existente, convertendo influência e posicionamento em capital político.
Estratégia do Avante: outsiders com influência
A movimentação do Avante segue uma tendência crescente no Brasil: a valorização de nomes fora da política tradicional.
Ao apostar em figuras como Augusto Cury e Oswaldo Meza, o partido busca construir uma narrativa baseada em autoridade intelectual, capacidade de comunicação e conexão direta com o público.
Essa estratégia tenta ocupar um espaço entre o eleitorado que demonstra insatisfação com a política convencional e busca alternativas com maior identificação pessoal e ideológica.
Uma nova lógica eleitoral
A possível candidatura de Augusto Cury e a ascensão de Oswaldo Meza indicam um fenômeno mais amplo no cenário político brasileiro.
O foco das campanhas tende a migrar da estrutura partidária para a força individual dos candidatos — especialmente aqueles que já possuem audiência, narrativa e autoridade construída fora da política.
Se essa estratégia será suficiente para transformar visibilidade em votos, ainda é incerto. Mas o movimento já sinaliza uma mudança importante: o eleitor brasileiro está cada vez mais aberto a novos perfis e novas formas de liderança.



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