PSDB troca de comando em meio à debandada e Geraldo Resende assume partido com missão de conter crise
Deputado Federal Geraldo Resende (PSDB). O deputado federal Geraldo Resende (PSDB) assumirá a presidência estadual do partido em Mato Grosso do Sul após a saída de Beto Pereira, que se filiará ao Republicanos. A transição ocorre em um momento crítico para a legenda, que enfrenta uma debandada generalizada de seus quadros políticos às vésperas do encerramento da janela partidária.
De acordo com o deputado federal Dagoberto Nogueira, atual presidente da sigla no estado, Geraldo Resende — que ocupa a vice-presidência — terá a missão de reorganizar as chapas e tentar conter o êxodo que ameaça reduzir a zero a bancada estadual tucana. O PSDB elegeu o maior número de deputados estaduais na última eleição, com seis cadeiras, mas corre o risco de perder todos os parlamentares até o próximo dia 4 de abril, quando se encerra o prazo da janela partidária.
Até o momento, quatro deputados já anunciaram oficialmente a saída do partido: Mara Caseiro, Zé Teixeira, Paulo Corrêa e Jamilson Name. Embora Lia Nogueira e Pedro Caravina tenham sinalizado anteriormente a intenção de permanecer na legenda, os dois também avaliam a possibilidade de migrar para outras siglas.
Caravina, que demonstrava interesse em assumir a presidência estadual do PSDB, teria sido preterido na escolha interna que conduziu Geraldo Resende ao comando. Como resultado, o deputado deve buscar novos rumos e já recebeu convite para se filiar ao União Brasil.
A composição da chapa do PSDB para as próximas eleições contaria inicialmente com Lia Nogueira, Pedro Caravina e Paulo Duarte. No entanto, com a iminente saída de Caravina, os outros dois parlamentares também estudam a filiação em outras legendas.
Conflitos internos e acusações de favorecimento
A reportagem apurou ainda que a movimentação nos bastidores tem gerado desconforto entre os deputados, que enxergam conflito de interesse na ascensão de Geraldo Resende à presidência do partido. O desconforto se deve ao fato de o novo dirigente ter a filha, Bárbara Rezende, como pré-candidata a deputada estadual. Parlamentares avaliam que a dupla função de Geraldo — como presidente da legenda e pai de uma pré-candidata — poderia comprometer a neutralidade necessária na condução dos processos internos e na definição das estratégias eleitorais.



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