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Campo Grande,17/03/2026

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“Governo blindou Lulinha”, diz presidente da CPMI do INSS; senador também cobra esclarecimentos sobre mensagem a Moraes


“Governo blindou Lulinha”, diz presidente da CPMI do INSS; senador também cobra esclarecimentos sobre mensagem a Moraes Testemunha disse que Lulinha recebia mesada de R$ 300 mil do ‘Careca do INSS’, diz Carlos Viana

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmou nesta segunda-feira (16) que o governo federal “blindou” Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Viana disse que, embora não possa acusar formalmente Lulinha de envolvimento no esquema de desvios de aposentadorias, há indícios levantados por uma testemunha de que ele recebia uma mesada de R$ 300 mil paga pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como principal operador das fraudes.

“O governo blindou e nos impediu de quebrar o sigilo fiscal dele”, declarou o senador. A quebra dos sigilos de Lulinha havia sido aprovada pela CPMI, mas foi suspensa por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mensagem a Moraes e linha funcional do STF
Durante a entrevista, Viana também abordou o episódio envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no âmbito de investigações. Segundo o senador, o número de telefone para o qual Vorcaro enviou uma mensagem que teria como destino o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pertence à linha funcional da própria Corte. A mensagem, enviada em 17 de novembro, horas antes da primeira prisão de Vorcaro, dizia: “conseguiu bloquear?”.

Viana afirmou que solicitará esclarecimentos ao STF sobre quem estava de posse da linha no momento do contato. “Em um país sério, Moraes seria afastado, assim como os parlamentares citados”, declarou, ponderando, no entanto, que o fato de o nome do ministro aparecer na lista de contatos de Vorcaro não é, por si só, um problema, uma vez que o banqueiro mantinha uma extensa rede de influência.

O nome do próprio senador também constava entre os contatos de Vorcaro, mas Viana disse que não conhecia o banqueiro antes da eclosão do escândalo. Ele manifestou torcida para que Vorcaro firme um acordo de delação premiada e afirmou acreditar que o ministro André Mendonça, também do STF, homologaria a colaboração, mesmo que outros integrantes da Corte venham a ser citados.




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