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Campo Grande,17/03/2026

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Descontos não autorizados em aposentadorias levam clientes do Banco Master à Justiça em Campo Grande


Descontos não autorizados em aposentadorias levam clientes do Banco Master à Justiça em Campo Grande Fachada do Banco Master.

Moradores de Campo Grande têm recorrido ao Judiciário nos últimos meses para contestar contratos de empréstimos e descontos em benefícios previdenciários atribuídos a uma instituição financeira ligada ao Banco Master. As ações, que tramitam na Justiça estadual, relatam cobranças que os clientes afirmam não ter autorizado, envolvendo principalmente modalidades de crédito consignado e cartões vinculados à aposentadoria.

Em quatro casos analisados, todos de residentes da Capital, os autores descrevem situações semelhantes: descontos mensais em salários ou benefícios do INSS, contratos que dizem não reconhecer e dívidas que, segundo eles, se acumularam de forma inesperada. As ações pedem o cancelamento das cobranças, a restituição dos valores pagos e indenizações por danos morais.

Aposentada pagou R$ 14 mil e pede R$ 15 mil de indenização
Em um dos processos, uma professora aposentada relata que solicitou um empréstimo de aproximadamente R$ 10 mil, mas foi surpreendida ao ser vinculada a um cartão consignado. Com o tempo, os descontos mensais em seu benefício somaram R$ 14.529,83. A autora alega ter pago mais do que o devido e requer na Justiça a devolução de R$ 6.922,26 (ou R$ 3.461,15, em caso de restituição simples), além de R$ 15 mil por danos morais.

Advogado aposentado contesta cobrança de serviço não contratado
Outro processo foi movido por um advogado aposentado de 72 anos. Ele afirma que passaram a ser descontados valores de seu cartão consignado referentes a um serviço que nunca contratou. Os descontos somaram R$ 826,16. O autor pede a devolução do montante e indenização de R$ 7 mil por danos morais, totalizando R$ 7.826,16.

Pensionista pede anulação de dívida e R$ 20 mil de reparação
Uma pensionista também acionou a Justiça após sofrer descontos em seu benefício previdenciário relacionados a um cartão consignado. Ela solicita a anulação da dívida, a devolução dos valores descontados e uma indenização de R$ 20 mil por danos morais. Em sua defesa, a instituição financeira alega que a contratação foi feita de forma regular.

Descontos de R$ 128 mensais geram condenação judicial
Um morador da Capital entrou com ação após perceber descontos mensais de R$ 128,18 em seu benefício, sem ter contratado qualquer empréstimo. Foram debitadas 24 parcelas, totalizando R$ 3.076,32. Ele pede a devolução em dobro (R$ 6.152,64) e R$ 20 mil por danos morais. O caso já teve sentença favorável ao autor, reconhecendo a cobrança indevida. Embora o tribunal tenha mantido a condenação, reduziu o valor da indenização moral para R$ 3 mil.

Processos seguem em tramitação
Embora haja denúncias em âmbito nacional envolvendo o Banco Master, os processos analisados em Campo Grande tratam de conflitos individuais entre consumidores e as instituições financeiras que operavam produtos do grupo. A maioria das ações ainda tramita em primeira instância, sem decisão definitiva. Os resultados podem ser alterados por novos julgamentos ou recursos em instâncias superiores.




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