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Campo Grande,04/02/2026

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Especialista avalia que risco do Vírus Nipah para o Brasil é mínimo


Especialista avalia que risco do Vírus Nipah para o Brasil é mínimo (Foto: Reprodução)

O registro de novos casos do vírus Nipah na Índia reacendeu alertas globais, mas especialistas brasileiros afirmam que o risco para o país é muito baixo e não há motivo para alarme.

De acordo com o infectologista Alexandre Bertucci, do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), a introdução do vírus no Brasil só seria possível em cenários muito específicos, envolvendo indivíduos que tenham estado em regiões onde a doença é endêmica.

O Nipah é uma zoonose (doença transmitida de animais para humanos). O principal reservatório natural são os morcegos frugívoros (morcegos-das-frutas). O vírus também pode infectar porcos, que se tornam hospedeiros intermediários, facilitando a transmissão para seres humanos.

A contaminação ocorre pelo contato direto com secreções de animais infectados ou pelo consumo de alimentos contaminados, como frutas parcialmente consumidas por morcegos. Há ainda registro de transmissão entre pessoas, sobretudo em ambientes hospitalares.

O período de incubação varia de 3 a 14 dias. Os sintomas iniciais são semelhantes aos de uma gripe forte: febre, dor de garganta, tosse, cefaleia e falta de ar. Nos quadros mais graves, o vírus pode atingir o sistema nervoso central, provocando confusão mental, sonolência e encefalite, condição com alta letalidade.

Atualmente, não há vacina nem tratamento antiviral específico para a doença. A abordagem médica é de suporte, focada na hidratação, no controle dos sintomas e no monitoramento intensivo das complicações.

As medidas preventivas incluem higiene frequente das mãos, uso de máscaras em situações de risco, evitar contato com doentes e com animais ou alimentos de origem suspeita.

Hospitais de referência e universitários, como o Humap-UFMS, desempenham um papel crucial na vigilância, sendo capacitados para a rápida identificação de casos suspeitos e notificação às autoridades sanitárias.

O Dr. Bertucci finaliza orientando a população a buscar informação sempre em fontes oficiais e confiáveis, como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), para combater a desinformação e evitar pânico desnecessário.




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