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Campo Grande,20/05/2026

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PF mantém investigação sobre Lulinha em inquérito de fraudes bilionárias no INSS


PF mantém investigação sobre Lulinha em inquérito de fraudes bilionárias no INSS (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal decidiu preservar a linha de investigação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no inquérito que apura fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar da recente troca de comando na coordenação do caso, diligências importantes foram mantidas, incluindo o depoimento de uma empresária apontada como possível elo financeiro entre Lulinha e o principal suspeito do esquema.

O inquérito investiga um suposto esquema de desvios em benefícios previdenciários comandado por Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", que está preso preventivamente. A PF apura se valores desviados teriam beneficiado Lulinha indiretamente, inclusive por meio de contratos e viagens. Uma das frentes da investigação envolve uma agência de viagens utilizada por ele e pagamentos feitos a uma empresária amiga.

Troca de delegado e manutenção das apurações

No início de maio de 2026, a PF transferiu a coordenação dos inquéritos da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq), ligada à área de combate à corrupção e lavagem de dinheiro. Com a mudança, o delegado Guilherme Figueiredo Silva, que chefiava as apurações e havia pedido a quebra de sigilo de Lulinha, foi substituído.

A corporação justificou a alteração como uma medida para dar "maior eficiência e continuidade" às investigações, especialmente por envolverem autoridades com foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF). A equipe de delegados e agentes foi mantida. No entanto, a troca gerou críticas da oposição e incomodou o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que convocou a PF para esclarecimentos.

Apesar da mudança, a PF manteve questionamentos sobre Lulinha nos depoimentos. Um dos principais pontos é o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, marcado para 20 de maio. Ela é investigada por supostamente intermediar negócios e pagamentos envolvendo Lulinha e o Careca do INSS, especialmente no setor de cannabis medicinal. A PF quer esclarecer se houve repasses financeiros ao filho do presidente.

O que diz a defesa

A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, nega qualquer irregularidade ou ligação com o esquema de fraudes. Segundo petição enviada ao STF, Fábio Luís conheceu o Careca do INSS por meio de Roberta Luchsinger como um "bem-sucedido empresário do mercado farmacêutico", mas não firmou relação comercial com ele nem tinha conhecimento de fraudes. A defesa afirma que não foram encontrados pagamentos diretos nas quebras de sigilo e que as premissas da investigação são "falsas". Lulinha se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos.

O caso segue em andamento no STF, com mais de 30 pessoas intimadas a depor. A expectativa da PF é avançar na análise de dados financeiros e telemáticos para concluir uma primeira etapa das apurações após a rodada de oitivas.

O episódio ilustra a sensibilidade política das investigações que envolvem familiares de autoridades, mesmo com a PF afirmando a independência e continuidade dos trabalhos. O desfecho dependerá das provas coletadas e das decisões judiciais.




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