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Campo Grande,22/04/2026

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Justiça Eleitoral se prepara para enfrentar fake news com IA em eleições


Justiça Eleitoral se prepara para enfrentar fake news com IA em eleições Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul.

Entre os dias 22 e 24 de julho, o auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), sediará a 59ª edição do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais do Brasil (Ccorelb). O evento, que reúne as principais autoridades da Justiça Eleitoral, terá como um dos temas centrais o combate às fake news impulsionadas por inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano.

De acordo com o juiz eleitoral Olivar Augusto Roberti Coneglian, auxiliar da Vice-Presidência e da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), o assunto tem ganhado relevância crescente diante dos desafios impostos pelas novas tecnologias ao processo democrático.

A programação contará com representantes de todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do país e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidando o encontro como um dos principais fóruns de articulação da Justiça Eleitoral no Brasil.

Coneglian explica que o Ccorelb é um colegiado formado por corregedores eleitorais de todo o país, voltado ao debate e ao aprimoramento de práticas relacionadas à gestão, fiscalização e regularidade dos serviços eleitorais. Realizados três vezes por ano, os encontros funcionam como espaços estratégicos para troca de experiências, alinhamento de procedimentos e fortalecimento da atuação conjunta.

Campo Grande foi escolhida para sediar esta edição — a última antes das eleições — por razões específicas. “O principal é que o TRE-MS está há vários anos entre as cortes eleitorais que mais rapidamente apuram as eleições. Além disso, Mato Grosso do Sul é um dos estados com melhor desenvolvimento do pleito, o que significa que a população tem acesso fácil às urnas e consegue exercer plenamente seu direito ao voto”, afirmou o magistrado.

Entre os destaques da pauta, além do enfrentamento à desinformação gerada por IA, estão as auditorias periódicas que garantem a segurança das urnas eletrônicas e do sistema de votação brasileiro — frequentemente apontado como referência internacional —, bem como estudos para melhoria da logística eleitoral. A redução de filas em locais de votação, problema recorrente em grandes centros urbanos e regiões com alta densidade eleitoral, também será discutida.

“O avanço das tecnologias exige uma atuação cada vez mais coordenada da Justiça Eleitoral, especialmente no enfrentamento às fake news produzidas por inteligência artificial, que representam um dos maiores desafios para a lisura do processo eleitoral”, assegurou o juiz.

Por isso, corregedores e equipes das corregedorias debaterão não apenas a organização das eleições, mas também estratégias de combate à desinformação. “Combater a produção e a disseminação de notícias falsas sempre foi e sempre será uma das obrigações da Justiça Eleitoral”, reforçou.

Nesse sentido, ele destacou que, embora ainda haja muito a ser estudado sobre IA, um entendimento que vem se consolidando é a responsabilização não apenas de quem produz, mas também de quem divulga e se beneficia do conteúdo falso. “Não basta a pessoa alegar que não sabia que uma notícia que reenviou era falsa. Cada cidadão tem a obrigação de verificar antes de replicar”, alertou.

Por fim, o magistrado adiantou que também serão discutidas iniciativas de modernização dos serviços prestados ao eleitor, como o uso de ferramentas digitais, a ampliação do atendimento remoto e estratégias para aumentar a transparência e a confiança pública nas eleições.




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