Flávio Bolsonaro bate o martelo e garante apoio do PL à Riedel e Azambuja
Valdemar Costa Neto, Rogério Marinho, Flávio Bolsonaro, Reinaldo Azambuja, Riedel e Rodrigo Perez. O Partido Liberal (PL) oficializou, em reunião na sede da executiva nacional em Brasília, o apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) nas eleições gerais deste ano em Mato Grosso do Sul. O encontro, realizado na tarde desta quarta-feira, contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), do governador Riedel e do senador Rogério Marinho (PL-RN), e serviu para enterrar definitivamente a crise interna aberta no último fim de semana.
Flávio Bolsonaro reafirmou o acordo costurado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda em 2024, garantindo que o partido não apenas estará na base do atual governador como também disputará as duas vagas ao Senado Federal com candidatos próprios. A definição dos nomes, segundo ele, será técnica e levará em conta a viabilidade política dos postulantes, que hoje incluem Azambuja, o ex-deputado estadual Capitão Contar, o deputado federal Marcos Pollon e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira.
A Carta que Quase Rachou a Direita
As declarações de Flávio Bolsonaro e Reinaldo Azambuja foram reforçadas pelo governador Eduardo Riedel. "Nosso time é um só e trabalha unido por Mato Grosso do Sul e pelo Brasil", declarou, pondo fim ao clima que foi criado no sábado passado após ser divulgada uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro informando que seu candidato a senador pelo PL no Estado é o deputado federal Marcos Pollon.
O fato provocou um alvoroço na direita sul-mato-grossense, uma vez que, desde o ano passado, o diretório estadual do PL trabalha com a premissa de que os dois escolhidos para concorrer ao Senado serão aqueles que apresentarem a melhor performance nas pesquisas qualitativas e quantitativas de intenções de votos — o que, até o momento, qualifica Azambuja e Capitão Contar como favoritos.
A reportagem apurou que Marcos Pollon estava presente no prédio da executiva nacional do PL em Brasília, mas não foi convidado para participar da reunião com Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho ao lado de Riedel e Azambuja. O episódio demonstra que o deputado federal não tem o mesmo prestígio que as duas lideranças políticas sul-mato-grossenses desfrutam junto à cúpula nacional da legenda.
Unidade em Nome da Estratégia Nacional
Em vídeo postado nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República, ressaltou a importância do alinhamento com as lideranças de Mato Grosso do Sul.
"É uma grande honra estar aqui com esse quadro tão qualificado de políticos, formado pelo presidente Valdemar Costa Neto, pelo governador Riedel, pelo Reinaldo Azambuja e pelo senador Rogério Marinho", afirmou.
Flávio prosseguiu dizendo que está feliz porque, a cada dia, tem conversado mais sobre a estratégia nacional do PL para o pleito deste ano.
"Tenho certeza que em Mato Grosso do Sul essa unidade está mantida. Eu confio muito no governador Riedel, que faz um trabalho excepcional. Também temos o Azambuja, que é um craque e está aqui para encorajar o nosso time, sendo o presidente do partido no Estado", destacou.
O senador fluminense reforçou sua confiança de que Mato Grosso do Sul será o estado que "vai nos ajudar muito na reconstrução e na retomada do nosso Brasil, com o time unido, pronto para o combate".
"Então a gente não vai titubear. Vamos estar aqui juntos, unidos, porque Mato Grosso do Sul não tem espaço para a esquerda. Vamos com a gente, estamos juntos", concluiu.
Azambuja: "Acordo Mantido"
Após a reunião, Reinaldo Azambuja conversou com a imprensa e classificou o encontro como produtivo e tranquilo. "O Flávio reforçou a manutenção da união da direita em Mato Grosso do Sul e o nosso projeto de reeleger o Riedel como governador e conquistar as duas cadeiras no Senado Federal. Ele também assegurou que o acordo firmado em 2024 com o presidente Bolsonaro está mantido", garantiu.
A reunião desta quarta-feira encerra, ao menos por enquanto, qualquer especulação sobre racha no palanque bolsonarista em Mato Grosso do Sul, consolidando a estratégia de unidade da direita em torno da reeleição de Riedel e da disputa pelas duas vagas senatoriais.



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