Guerra no Oriente Médio acende alerta vermelho para o agronegócio brasileiro, alerta Tereza Cristina
Tereza Cristina no Senado em Brasília. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado) Em reunião do Cosag (Conselho Superior do Agronegócio), a senadora Tereza Cristina (PP) alertou para os impactos da escalada da guerra no Oriente Médio sobre o Brasil. "Esse cenário vai muito além da geopolítica — é um alerta vermelho, com impactos diretos na economia global e no agronegócio brasileiro", afirmou nesta segunda-feira (6).
A senadora comentou os desdobramentos do conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. "Estamos diante de um episódio que produz efeitos relevantes sobre a economia global", escreveu em suas redes sociais.
Tereza Cristina destacou que o Oriente Médio é um parceiro estratégico do Brasil. "Em 2025, exportamos US$ 12,4 bilhões em produtos agrícolas para a região, o que representa 7,4% do nosso total. Além disso, quase 30% da carne de frango brasileira tem como destino esses países", detalhou a senadora.
Parceria comercial sob risco
Segundo a ex-ministra da Agricultura, os efeitos do conflito atingem "em particular o agro brasileiro". Ela ressaltou que o Oriente Médio "não é apenas uma região distante em termos geográficos", mas sim "um parceiro comercial importante e um elo relevante em cadeias estratégicas da economia internacional".
A senadora também fez referência às propostas de cessar-fogo entre Irã e EUA e à possível reabertura do Estreito de Ormuz. Para ela, a "instabilidade em rotas marítimas vitais se traduz imediatamente em aumento dos custos de frete, disparada dos prêmios de seguro marítimo e gargalos logísticos que afetam todo o comércio global".
Por fim, Tereza Cristina lembrou que o Brasil é "fortemente dependente da importação de fertilizantes". Assim, "as consequências de eventuais dificuldades de comercialização decorrentes de um conflito podem pressionar os custos de produção agrícola".
Diretoria da Fiesp
A senadora foi oficializada como membora do setor da diretoria da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) no fim de 2025. Ela e os demais integrantes assumiram a gestão no início deste ano. O empresário Paulo Skaf reassumiu a presidência da federação.



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