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Campo Grande,07/04/2026

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Maioria dos advogados tem visão negativa do STF, aponta pesquisa da OAB-SP


Maioria dos advogados tem visão negativa do STF, aponta pesquisa da OAB-SP Estátua do Supremo Tribunal Federal.

A maioria dos advogados brasileiros possui uma visão negativa em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). É o que mostra uma pesquisa inédita realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil — Seção de São Paulo (OAB-SP), divulgada nesta semana.

O levantamento, que ouviu centenas de profissionais da advocacia em todo o país, revela um cenário de descontentamento crescente com a atuação da mais alta Corte do Judiciário brasileiro. De acordo com os dados, a insatisfação está relacionada principalmente à percepção de ativismo judicial, à falta de previsibilidade nas decisões e ao que muitos consideram um excesso de protagonismo político por parte de ministros.

Imparcialidade e confiança em xeque

Além da avaliação negativa sobre o STF, a pesquisa também apontou que grande parte dos advogados questiona a imparcialidade da Corte em julgamentos de alta relevância política e econômica. Para os entrevistados, decisões recentes teriam ampliado a desconfiança sobre a capacidade do tribunal em atuar estritamente dentro dos limites constitucionais.

Outro dado relevante mostra que a confiança no Judiciário como um todo também foi abalada. A maioria dos profissionais ouvidos afirma que o Poder Judiciário não tem correspondido às expectativas de celeridade, transparência e isonomia.

Reações e repercussão

A OAB-SP destacou que o resultado da pesquisa deve servir como um alerta para o STF e para os demais tribunais do país. "A advocacia é a primeira a sentir os efeitos das decisões judiciais no dia a dia. Quando a classe demonstra insatisfação, isso reflete um problema estrutural que precisa ser enfrentado", afirmou um representante da entidade.

Especialistas ouvidos pela imprensa avaliam que o levantamento evidencia um distanciamento crescente entre o tribunal e a comunidade jurídica, o que pode ter implicações diretas sobre a legitimidade das decisões da Corte perante a sociedade.

Procurado, o STF ainda não se manifestou oficialmente sobre os dados da pesquisa.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os meses de fevereiro e março de 2026, com advogados inscritos na OAB de diferentes estados. As entrevistas foram conduzidas por meio de questionários online e presenciais, com margem de erro estimada em três pontos percentuais para mais ou para menos.




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