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Campo Grande,20/03/2026

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Lula compara Master a “ovo da serpente” e acusa Bolsonaro e Campos Neto por crise na instituição


Lula compara Master a “ovo da serpente” e acusa Bolsonaro e Campos Neto por crise na instituição Em discurso em Brasília, presidente atribui crise do banco a “herança maldita” do governo anterior e diz que instituição foi criada para beneficiar aliados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a subir o tom nas críticas ao Banco Master e associou a crise enfrentada pela instituição financeira a uma herança deixada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Em declarações feitas nesta sexta-feira (20), Lula classificou o banco como "ovo da serpente" — expressão usada para se referir a algo que aparentemente inofensivo esconde um grande problema em gestação.

"O Master é o ovo da serpente que o Bolsonaro e o Campos Neto gestaram para deixar de herança para o Brasil. Eles plantaram isso aí", afirmou o presidente durante evento em Brasília. A fala ocorre em meio ao avanço das investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, incluindo operações sob suspeita com empréstimos consignados e relações com instituições religiosas e políticos.

Lula relacionou diretamente o atual cenário do banco à condução da política econômica durante o governo anterior. "Eles deixaram o banco crescer sem fiscalização, sem transparência, com um modelo que beneficiou quem eles queriam. Agora o povo brasileiro fica com esse pepino nas mãos", completou.

O Banco Master tem sido alvo de uma série de reportagens e investigações que apontam para um modelo de negócios agressivo, baseado na compra de carteiras de consignado e em forte expansão por meio de parcerias com igrejas e entidades religiosas. Um dos episódios mais citados envolve a Igreja Batista da Lagoinha, cujo ex-pastor Fabiano Zattel é cunhado do controlador do banco, Daniel Vorcaro. A instituição está no centro das apurações da CPI do INSS sobre fraudes em empréstimos consignados.

A fala do presidente também reforça a estratégia do Palácio do Planalto de vincular eventuais escândalos financeiros à gestão anterior, ao mesmo tempo em que tenta blindar aliados e isentar o governo atual de responsabilidade sobre a fiscalização do sistema financeiro. A menção a Roberto Campos Neto — que presidiu o Banco Central entre 2019 e 2024 — também insere o tema na disputa política em torno da autarquia, especialmente após o governo ter indicado Gabriel Galípolo para o cargo.

As declarações de Lula repercutiram rapidamente nos meios políticos e econômicos. Aliados do ex-presidente Bolsonaro rebateram as acusações, classificando-as como tentativa de desviar o foco de possuais fragilidades na supervisão do sistema financeiro durante o atual governo. Já integrantes da oposição cobram que o governo apresente provas para sustentar as afirmações sobre suposta gestação do banco por parte da administração anterior.

Enquanto isso, o Banco Central e órgãos de controle seguem acompanhando a situação do Banco Master, que nos últimos meses enfrentou volatilidade e teve seu modelo de negócios questionado por analistas e pelo mercado. O episódio promete render novos capítulos na disputa política e econômica entre governo e oposição, com o sistema financeiro no centro do tabuleiro.




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