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Campo Grande,20/03/2026

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Flávio Bolsonaro critica Lula por medidas contra alta dos combustíveis e diz que governo “empurra problema com a barriga”


Flávio Bolsonaro critica Lula por medidas contra alta dos combustíveis e diz que governo “empurra problema com a barriga” Flávio Bolsonaro (PL).

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disparou duras críticas contra as medidas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em pronunciamento nas redes sociais e em entrevistas ao longo desta semana, o parlamentar classificou as iniciativas do Planalto como "paliativas" e afirmou que a gestão petista "empurra o problema com a barriga" em vez de enfrentar a raiz da questão.

"O governo Lula não tem coragem de fazer o que precisa ser feito. Fica colocando remendo atrás de remendo, enquanto o brasileiro paga cada vez mais caro na bomba. É incompetência ou má fé? O povo que se lasque", afirmou Flávio Bolsonaro em vídeo publicado nas redes sociais.

As declarações do senador ocorrem em meio a um novo ciclo de pressão sobre os preços dos derivados de petróleo no país. Embora o governo tenha anunciado recentemente medidas como a manutenção de alíquotas zero de PIS/Cofins sobre alguns combustíveis e a tentativa de segurar reajustes nas refinarias, a combinação de fatores externos — como a volatilidade do preço do barril de petróleo e as tensões geopolíticas — e internos — como a política de preços da Petrobras — tem mantido a escalada dos valores nas bombas.

Flávio Bolsonaro, que integra a base aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aproveitou o momento para traçar um paralelo com o governo anterior. "No nosso governo, a gente tinha previsibilidade, a gente tinha política de preços que respeitava o mercado, mas também respeitava o bolso do trabalhador. Hoje o que a gente vê é um sobe e desce sem fim, desorganização total", disse.

O senador também criticou a política de preços da Petrobras, afirmando que a estatal está sendo usada como "escudo ideológico" do governo. "Eles querem segurar o preço a qualquer custo para tentar salvar a imagem do Lula, mas a conta chega. O problema não some, ele se acumula. E quem paga o pato é o consumidor", completou.

Aliados do governo rebateram as críticas e lembraram que a alta dos combustíveis é um fenômeno global, agravado por tensões no Oriente Médio e pela política de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). Representantes do Planalto também destacaram que o governo Lula implementou medidas estruturantes, como o programa Combustível para o Futuro, que visa ampliar a produção de biocombustíveis e reduzir a dependência de importações.

Especialistas apontam que o tema dos combustíveis se tornou um dos mais sensíveis para o governo Lula, especialmente após a promessa de campanha de que os preços seriam "despetrobrasificados" — ou seja, menos impactados por reajustes na estatal. A percepção de que o governo não conseguiu controlar a escalada dos preços tem alimentado as críticas da oposição e reduzido a popularidade da gestão junto a setores da população mais afetados, como motoristas de aplicativo, caminhoneiros e trabalhadores que dependem do transporte individual.

Flávio Bolsonaro encerrou sua fala com uma provocação sobre as eleições de 2026. "O povo não esquece. Quem prometeu baratear e está entregando mais caro vai ter que responder nas urnas", afirmou.

Enquanto isso, a Petrobras mantém seu plano de investimentos e sua política de preços, e o governo estuda novos mecanismos para tentar amenizar o impacto dos combustíveis no bolso dos consumidores. A disputa, no entanto, já entrou no campo político e promete se intensizar nos próximos meses, com o tema servindo de munição para ambos os lados do espectro ideológico.




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